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2-Apresentação
Os
agricultores Familiares do Centro Sul do Paraná podem
melhorar a renda de suas propriedades produzindo milho e suínos
e utilizando os dejetos para melhorar a produtividade e
rentabilidade de suas lavouras
- PROMISUL – programa milho / suíno da região
Centro Sul.
Este
programa, PROMISUL, foi
baseado na experiência da Prefeitura de Rio Bonito do Iguaçu
e Emater-Pr local, e tem por objetivo organizar a produção
de suínos nas comunidades e organizar os produtores
para acessarem os mercados.
Nos
municípios de pequeno e médio porte os principais aliados
para desenvolver o mercado e apoiar a comercialização e
industrialização da carne suína são os açougues e as
Agro-Índustrias Familiares.
Para
promover a industrialização dentro dos padrões de higiene
e segurança alimentar os produtores e os Municípios
precisam dispor de Unidades de Abate e contar com o apoio
dos Serviços de Inspeção
Municipais – SIM, Estadual - SIP, ou Federal –
SIF.
O
Projeto “Escola da Carne” aqui apresentado propõem-se
criar uma Infra-estrutura básica para apoiar os Municípios,
os produtores e os demais atores envolvidos na cadeia da
carne suína.
Os
recursos solicitados destinam-se a implantação de:
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-
Uma Unidade didática – Açougue Escola;
- Uma Unidade para mostra
e Comercialização dos produtos artesanais
(marcas) dos municípios envolvidos, - PORTAL da
CARNE SUÌNA, e
- Um protótipo para Abatedouro Móvel
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3.1
OBJETIVOS GERAIS
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-
Apoiar os Municípios para a industrialização da
carne suína;
- Profissionalizar
os agricultores familiares e os demais agentes
envolvidos com a cadeia da carne suína nos
municípios, tornando-os mais eficientes e
competitivos, ecologicamente corretos, socialmente
responsáveis;
- Preparar os produtores familiares e demais agentes
para a industrialização da carne suína nos
municípios;
- Possibilitar aos agricultores familiares e demais
agentes maiores e melhores ganhos em sua atividade e
desenvolvendo, na prática, o mercado justo e
solidário.
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3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
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-
Agregar
valor ao milho produzido da agricultura familiar
(transformar milho em carne suína);
-
Organizar
os produtores para
atender o mercado com qualidade e regularidade;
-
Fazer
com que o produtor rural trate a sua propriedade como uma
empresa;
-
Assegurar a
oferta de produtos de mais qualidade e
mais seguros para consumo da população.
-
Ensinar e
divulgar novos conceitos,
o valor nutritivo e os padrões de cortes e de
produtos,
-
Criar mais e
melhores empregos,
-
Ampliar o mercado da
carne suína,
-
Diminuir
o abate sem inspeção;
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4-CARACTERIZAÇÃO
DA ÁREA DE ABRANGÊNCIA
Os Municípios
a serem envolvidos fazem parte da SUINOSUL e dos
territórios da: CANTUQUIRIGUAÇÚ, PARANÁ CENTRO,
CENTROSUL e VALE DA RIBEIRA
Na agricultura Familiar destas regiões predominam
os sistemas de produção mistos, combinando produção
vegetal e produção animal. Nos sistemas de produção são
freqüentes as combinações da cultura do
milho e da criação de suínos. Do total de
estabelecimentos agrícolas Familiares existentes, censo
agropecuário do INCRA/SEADE, 48 % dos estabelecimentos
possuem suínos e 80 % dos estabelecimentos estão
envolvidos com a produção de milho (quadro 1).
Em geral esses produtos são comercializados por
meio de intermediários locais e sem nenhum beneficiamento.
A característica comum ao setor agroindustrial das Regiões
é a produção de produtos de baixo valor agregado. Dos 90
municípios envolvidos apenas 13 possuem estruturas de
abate. Nos municípios de Laranjeiras do Sul, Guarapuava,
Pitanga, Rio Negro, Irati, e Campo Largo, por exemplo,
os frigoríficos instalados importam 90 % dos suínos
de outros municípios. Os consumidores destes municípios são
abastecidos de carne e derivados pelos grandes centros
comerciais como Guarapuava, Cascavel, Londrina e Curitiba,
tendo como conseqüência uma redução na oferta de emprego
e circulação de recursos financeiros nos demais municípios.
5. Justificativa (entraves e
potencialidades)
Nas
discussões dos Planos de Desenvolvimento dos Territórios a
Suinocultura vem sendo apontada como alternativa potencial
para a melhoria da renda dos agricultores familiares e do
desenvolvimento dos municípios.
A renda da pequena propriedade baseada na exploração
de milho, importante para a região, vê-se ameaçada devido
a baixa agregação de valor da atividade.
No mercado de milho, os pequenos produtores vendem
a produção logo no início da safra, quando os preços estão
baixos, e ainda enfrentam um custo de
comercialização capaz de provocar uma significativa
redução na renda dos produtores (8% do valor bruto) – Gráfico
1.
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Gráfico
1- Perdas no processo de comercialização do milho
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Fonte:
Emater Rio Bonito do Iguaçú |
No programa PROMISUL a utilização do milho na
produção de suínos promove uma melhoria na renda dos
Agricultores Familiares.
Para
os Territórios da região
, 3ª maior região produtora de milho do Estado ( quadro
2), o desenvolvimento da Suinocultura, a exemplo do que já
acontece na região Oeste, e nos moldes do Promisul,
significa agregar mais valor a produção local, aumentar a
circulação de riqueza, criar novas oportunidades de
emprego e negócios, assegurando uma nova dinâmica para o
desenvolvimento Local e Regional.
5.1 - RENTABILIDADE DA SUINOCULTURA
A
transformação de milho em suíno na propriedade,
proporcionou aos agricultores, no período de 1981 a 2005,
um acréscimo de renda média de
U$ 19,43 (MargemBruta) por suíno produzido (gráfico
2). Como pode-se observar neste gráfico, transformar milho
em suíno somente foi desvantajoso para os produtores no ano
de 2002, quando os produtores perderam U$ 2,18 por suíno
produzido.
Fonte: EMATER, adaptado de SEAB/DERAL
Margem bruta em U$ por cabeça
5.2 -
RENTABILIDADE DA INDUSTRIALIZAÇÃO
Os
valores apresentados no quadro 3, baseados na prática dos
açougues que comercializam e também industrializam a carne
suína, são altamente promissoras. Uma pequena unidade que
industrialize 10 suínos por semana, possibilita uma renda
adicional de R$ 5.502,00 por mês.
Quadro 3 – Margem Bruta da
industrialização do suíno – R$ por cabeça de suíno
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Fonte:
Jornal Suinosul –nº 9,
março 2006
Preços
de Fevereiro de 2006
|
No
Estado mais de 5000 estabelecimentos de pequeno porte
dedicam-se ao comercio e industrialização da carne suína
Abaixo
citamos algumas vantagens que os
Açougues/Fábricas apresentam :
·
Já
tem o cliente
·
Economizam
em custos de
vendedores, transporte, embalagens
·
A
Legislação é mais simples, necessita apenas registro
municipal
·
Agregam
mais valor por somar margem de fabricação e margem de
varejo
·
Podem
oferecer produtos diferenciados de acordo com seus clientes
·
Oferecem
produtos mais
frescos
Os
açougues, por outro lado,
são citados também como aliados locais dos
produtores porque:
·
Ampliam
o número de compradores de suínos no município,
·
Aumentam
a concorrência e os preços praticados no comércio local;
·
Possibilitam
a organização dos produtores para atender o mercado de
carcaças
·
Possibilitam
a participação dos produtores nos mercados institucionais
·
Estimulam
o consumo da carne suína
·
Melhoram
o abastecimento dos municípios
5.3
- MERCADO DA CARNE
O
mercado de carne suína e derivados é bastante concentrado,
com o domínio de grandes empresas que detém a maioria dos
abates e dos negócios. No Paraná uma única empresa detém
mais de 50 % do abate inspecionado.
Da
produção brasileira de carne suína, cerca de ¾ é
consumida na forma de produtos industrializados e ¼ sob a
forma de carne in natura.
Dados
do POF (1996) indicam que o principal local de compra de
carne suína pelos brasileiros para consumo no domicílio
ainda é o açougue (47,1%), gráfico 3.
Os
supermercados ocupam a segunda posição, com quase 1/3 das vendas totais (31,1%), seguidos pelos armazéns e
sacolões (7,6%), feiras (5%) e vendedores ambulantes
(1,6%).
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Fonte:
Ipardes, 2002; Análise da Competitividade da Cadeia
Agroindustrial
da Carne Suína no Estado do Paraná. |
Em
nível mundial existe uma tendência de aumento nos níveis de
demanda por proteínas de origem animal. Este aumento estaria
ligado a melhorias de renda nos países em desenvolvimento, ao
aumento da urbanização e ao crescimento populacional. A demanda
internacional por todas os tipos de carne, portanto, continuará
crescendo fortemente nos próximos anos.
Assim,
projeta-se que a demanda por carne nos países em desenvolvimento
dobrará entre 1995 e 2020
Nos
últimos anos a suinocultura vem fortalecendo sua posição como
uma das principais cadeias do agronegócio brasileiro, em vários
aspectos:
·
como
produtora de alimento nobre para o consumo interno;
·
como
forte geradora de empregos nos diversos elos da cadeia, e mais
recentemente
·
como
forte geradora de divisas com a exportação.
Entretanto,
este crescimento e os motivos que levaram a crise de 2002 mostram
a necessidade de corrigir as distorções observadas na
comercialização e industrialização da carne suína.
A
eficiência de uma cadeia de negócio é determinada pela eficiência
de cada um de seus elos. Os suinocultores, em especial os
agricultores familiares, por
sua vez, precisam aprender a formular melhor as suas alianças
para conquistar os mercados e melhorar a sua posição no agro-negócio.
“Um
país, uma nação deve defender os seus mercados locais. A
alimentação de sua população deve ser prioridade de sua
agricultura, e a exportação deve limitar-se aos excedentes
ocasionais. Um país que não protege sua agricultura e sua
alimentação está condenado ao fracasso.”
“A
“Soberania Alimentar” tem como princípio de que cada povo,
seja de um país, de uma província ou de uma comunidade, deve
produzir seus próprios alimentos. Sem isso nenhum povo pode
considerar-se livre.(MST)”
·
Agricultores
Familiares e suas organizações;
·
jovens,
filhos dos agricultores;
·
Famílias
envolvidas com o comércio e industrialização da carne suína.
7-
Ações Imediatas de infraestrutura
Para
apoiar e desenvolver a industrialização da carne suína nos
municípios, o projeto da “Escola da Carne” propõem a realização
de investimentos em uma:
·
Unidade
didática – açougue escola,
para o treinamento e práticas para manipulação e
transformação da carne suína;
·
Unidade
para mostra permanente dos produtos artesanais da carne suína - Portal da Agricultura Familiar.
·
Unidade
móvel de abatedouro móvel - Protótipo
Observação:
A
SUINOSUL já dispõem de uma área de 5000 m², na Br 116, em
comodato com a Prefeitura Municipal de Mandirituba para a implantação
do Projeto. Nesta mesma área a SUINOSUL estará destinando
recursos próprios para a construção de sua sede administrativa.
8
– Ações complementares
Um
convênio assinado centre a SUINOSUL e a PUC/Pr deverá
disponibilizar profissionais das áreas de Çiências Agrárias,
Tecnologia de Alimentos e Engenharia de Frio, que em conjunto com
os demais profissionais dos territórios, SEBRAE, SENAC e SENAI
formularão os conteúdos dos vários níveis de formação.
A
SUINOSUL também encaminhou um projeto de ATER ao MDA/Pronaf, para
um trabalho piloto em 10 municípios da região, quadro 4, com o
objetivo de preparar os agricultores para conquistar o mercado e
desenvolver a cadeia nos municípios. Outras iniciativas da
Associação, como a confraria do leitão, festas-feiras,
complementam a articulação dos produtores com o mercado.
9
– Orçamento da Infraestrutura
10-
Justificativa do Investimento
O
desenvolvimento dos mais de 112 mil agricultores familiares dos
municípios beneficiários depende da capacidade dos municípios
desenvolverem suas infraestruturas de abate e industrialização
da carne suína., e necessitam
de apoio para desenvolver seus próprios negócios. A escola, no
nosso entendimento, é estratégica para preparar e desenvolver
mais de 5000 estabelecimentos, mais de 20 mil pessoas empregadas,
e são estratégicos para apoiar e desenvolver o mercado para os
produtos da agricultura familiar e desenvolver os
municípios e a suinocultura local e regional.
O
Portal por sua vez também é estratégico para abrir canais
alternativos para a comercialização dos produtos/marcas dos
municípios, promovendo
assim o desenvolvimento dos municípios e da suinocultura de uma
maneira mais sustentável do ponto de vista econômico, social e
ambiental.
A implantação do projeto
na região metropolitana de Curitiba, município de Mandirituba,
próximo a um mercado estimado em 3 milhões de consumidores, que,
segundo especialistas, deverá dobrar nos próximos 10 anos,
constitui-se num espaço estratégico para a colocação e divulgação
permanente dos produtos dos municípios
do Estado.
Um
aumento no consumo de 2 kg por habitante/ano no Paraná é capaz
de gerar sozinho, 2000 novos empregos, e estimular o surgimento de
400 novos estabelecimentos (Açougues-Fábrica).
11-
Resultados esperados
A
curto prazo beneficiar diretamente 100 famílias de agricultores
familiares, 400 pessoas entre jovens e adultos; 40 Famílias
envolvidas na transformação (açougues), 160 pessoas entre jóvens
e adultos, e indiretamente uma população de
213.000 pessoas nos 10 municípios piloto.
A
médio e longo prazo beneficiar direta ou indiretamente as 112
mil agricultores familiares , os 5.000 estabelecimentos (açougues)
familiares envolvidos na transformação, 20.000 pessoas nos 400
municípios da região envolvida e do Estado
12-
Acompanhamento, Monitoramento e Gestão do Empreendimento.
A
gestão da Unidade didática e da Unidade de Comercialização será
realizada através da constituição de um condomínio entre os
investidores envolvidos no projeto, que serão responsáveis pela
formulação das Políticas, Diretrizes e Gestão da Unidade.
As despesas para manutenção da Unidade será rateada
entre os usuários de acordo com regulamento a ser elaborado.
13-
Capital Social/PARCERIAS
1.
SUINOSUL- organização dos produtores
2.
PREFEITURA MUNICIPAL DE MANDIRITUBA – local para implantação
da Escola
3.
TERRITÓRIOS -
articulação dos municípios, das marcas locais
4.
GOVERNO DO ESTADO investimentos na Unidade
5.
EMATER-
capacitação dos produtores
6.
GOVERNO FEDERAL/MDA –investimentos na Unidade
7.
PUC/PR instrutores e
treinamento técnicos
8.
SEBRAE/SENAC/SENAI/SENAR
instrutores e treinamento
9.
PROGRAMA AGROINDUSTRIA FAMILIAR (FÁBRICA AGRICULTOR)
10.
SINDICATO DOS VAREJISTAS DA CARNE
11.
ABRASEL – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BARES E RESTAURANTES
_____________________________________________
CARLOS
GEESDORF
SUINOSUL
ANEXOS
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